Por favor, peçam desculpas às vítimas e suas famílias

O dia 26 de junho foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o dia Internacional de Luta contra a Tortura, pois foi nessa data, em 1987, que a Convenção da ONU contra a Tortura foi assinada por seus Estados-membros.

O Brasil é um desses signatários e também aderiu ao seu protocolo facultativo, no ano de 2007, tendo se comprometido a criar um sistema nacional de combate à tortura, o que foi feito apenas em 2013. O Mecanismo de Combate à Tortura, um dos principais instrumentos previstos no referido protocolo, começou a funcionar apenas no ano de 2015 e, desde o ano passado, vem sofrendo sério risco de desmantelamento e extinção. Ou seja, apesar dos compromissos internacionais assumidos há décadas, o país teve o Mecanismo respectivo em regular funcionamento por menos de 04 (quatro) anos.

Isto significa que, para muito além de dizer que, no dia de hoje, não temos nenhum progresso a comemorar nesse campo, queremos apontar que o combate à tortura no Brasil nunca foi feito como política efetiva de Estado.

Os resultados disso são conhecidos: a tortura continua sendo amplamente praticada e tolerada; as autoridades atualmente eleitas fazem apologia a esse crime perverso e não sofrem nenhuma reprimenda por isso.

Na qualidade de quem trabalha há mais de 20 anos com medidas de Justiça de Transição, atividade inglória no Brasil, especialmente depois que o Supremo Tribunal Federal, em 2010, decidiu que a Lei de Anistia de 1979 protege torturadores que eram agentes do Estado, afirmo que chegamos a esse ponto pela falta de implementação de medidas de memória, verdade e justiça em relação aos graves crimes dessa natureza, assassinatos e desaparecimentos forçados praticados pela ditadura militar.

Porém, um dos objetivos dessa data é apoiar as vítimas da tortura. Já que nosso país está em tamanho débito em relação ao tema, gostaria de sugerir que a ex-presidenta e cada um dos demais ex-presidentes da República que mantiveram com os militares os pactos horrendos pela impunidade e silêncio em relação aos crimes da ditadura viessem a público no dia de hoje para dizer às vítimas – do passado e do presente – e suas famílias que lamentam profundamente por suas omissões. Essa atitude não mudaria imediatamente o atual cenário, mas, ainda que tardia, representaria uma forma de reparação de valor inestimável e, só por isso, já seria um passo extremamente relevante na luta contra a tortura.

Nilton Rosa da Silva

No dia 15 de junho de 1973, morreu, em Santiago/Chile, o jovem poeta Nilton Rosa.

Gaúcho, exercia militância política desde a adolescência. Em 1971, com endurecimento do regime ditatorial brasileiro, exilou-se no Chile, onde segui com suas atividades de resistência.

Dedicou-se ao teatro e à poesia, tendo publicado uma obra relevante:, o livro Hombre da América, expondo, em forma de poesia, a sua visão internacionalista de nação. No dia de sua morte havia uma grande agitação na cidade, pois era a primeira tentativa de invasão do Palácio de La Moneda, o que se efetivou duas semanas mais tarde. Durante esse conflito, Nilton foi baleado.

Apesar de estrangeiro, residente há tão pouco temo naquele país, seu enterro causou grande comoção e foi acompanhado por uma pequeno multidão. Seu companheiro de militância, Oscar Aguilera, dedecou a Nilton o seguinte poema:

Decon su español a medio terminar
se nos queda caído en la alameda
sobresaltadamente brasileño
anunciando lo que viene
en la historia de Chile.
Sobresaltadamente tan chileno
Nilton sin tumba
Nilton árbol
poeta sin sepulcro
viviendo y reviviendo en toda lluvia

Em sua homenagem foi plantado um jacarandá em frente ao
prédio J da Universidade do Chile, onde ele estudava.

Nilton Rosa da Silva, presente!

Fonte: Relatório Final da CNV, Vol. III, pág. 1.248/1.249

Sequestro do ônibus 174

No dia 12 de junho do ano 2000 aconteceu um episódio que paralisou o país. Sandro Barbosa do Nascimento, sobrevivente da Chacina da Candelária, sequestrou o ônibus da linha 174 por quase 5 horas. Em razão desse sequestro, ele a professora Geísa Firmo Gonçalves, que estava grávida de dois meses, acabaram mortos.

Sandro não chegou a esse ponto de uma hora para outra. A sua condição de criança pobre, negra, abandonada pelo pai, foi decisiva para a sua entrada no mundo do crime, conforme retratado no filme/documentário Ônibus 174, do diretor José Padilha. Criado apenas pela mãe, ele presenciou o assassinato dela na favela onde moravam, aos 8 anos de idade. A partir daí foi viver nas ruas e adotou o apelido de “Mancha”. Tornou-se um viciado em drogas e passou a roubar para manter o vício. Sandro nunca aprendeu a ler ou escrever, apesar de ter sido mandado para inúmeras instituições de atendimento a jovens infratores.

Sandro era um entre as dezenas de jovens sem teto que frequentavam as escadarias e arredores da Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro, onde recebiam comida e abrigo. No dia 23 de julho de 1993, aos 15 anos, ele também estava dormindo lá, quando dois Chevettes com placas cobertas pararam em frente à Igreja. Em seguida, os ocupantes do carro, que eram milicianos, atiraram contra todos eles. 08 morreram e vários ficaram feridos. Sandro foi um dos que escaparam ilesos, mas permaneceu vivendo na rua e no mundo do crime, assim como os demais sobreviventes. De acordo com a Anistia Internacional, dos setenta jovens que viviam naquela região naquele período, mais de quarenta, todos pobres e negros, já perderam a vida de forma violenta.

07 anos depois da chacina da Candelária, às 14h20 daquela segunda-feira, 20 de junho, Sandro entrou no ônibus 174. De bermuda, camiseta e um revólver calibre 38 à mostra, ele pulou a roleta e sentou-se próximo a uma das janelas. Vinte minutos depois, um dos passageiros conseguiu sinalizar para um carro da polícia que passava pela rua. O ônibus, então, foi interceptado por dois policiais. Nesse momento, o pânico já havia se instalado. O motorista e o cobrador abandonaram o veículo e alguns passageiros também conseguiram escapar, pulando pelas janelas e pela porta traseira. Dez passageiras, porém, foram feitas reféns. Luciana Carvalho foi uma das primeiras que teve a arma colocada na cabeça. Sandro a levou para a frente do ônibus e queria que ela dirigisse o veículo. Foi ali que o sequestrador fez o primeiro disparo, um tiro contra o vidro do ônibus, feito para intimidar os fotógrafos e cinegrafistas no local.

Foram horas de pavor. Sandro ameaçou outras reféns, mas não atirou em ninguém. Às 18h50, ele decidiu sair do ônibus usando a professora Geísa Firmo Gonçalves como escudo. Ao descer, um policial do Grupamento de intervenção tática tentou alvejar Sandro com uma submetralhadora e acabou errando o tiro, acertando a refém de raspão no queixo. Sandro então deu três tiros nas costas de Geísa. Com sua refém morta, Sandro foi imobilizado enquanto uma multidão correu para tentar linchá-lo. Ele foi colocado na viatura policial e foi morto por asfixia ali dentro. Os policiais foram inocentados de sua morte.

Apenas a avó de Sandro compareceu ao enterro dele. Geísa Firmo Gonçalves foi enterrada em Fortaleza/CE e seu cortejo foi acompanhado por mais de 3.000 pessoas.

Ambos são vítimas da absoluta falência do sistema de segurança pública brasileiro.

Presente de Eduardo Gudin ao Vozes do Silêncio

Eduardo Gudin participou do Show de Acolhimento realizado na Praça da Paz, do Parque do Ibirapuera, em 31.03.2019, na I Caminhada do Silêncio pelas Vítimas de Violência do Estado. Participou também do evento de lançamento do Movimento Vozes do Silêncio contra a Violência do Estado, em 24.06.2019, no TUCA, em São Paulo/SP. Nessas ocasiões ele sempre dizia: tenho uma música inédita que é perfeita para esse movimento.

Pois bem, no dia 24 de maio de 2020, em uma das edições do “Música #emcasacomsesc”, ao lado da cantora e pianista Naila Gallotta, ele apresentou essa música pela primeira vez em público. Ela se chama Fábula e foi composta com Sérgio Natureza, que concordou com a destinação da música para o nosso movimento.

É muito linda e o refrão diz: “Esquecer jamais, sempre relembrar”, que passaremos a adotar com uma das ‘hashtags’ de nossas publicações.

Vejam abaixo a gravação e a letra.

Muito obrigada, Eduardo Gudin! Grande abraço,

Eugênia

FÁBULA( Eduardo Gudin/Sérgio Natureza)

Foram anos tão longos
Nós éramos tão moços
Repartindo caroços
E ossos pelos nossos
Destroços do poder
Um vício de querer/ ver
A luz quebrando as vidraças
O sol nas praças, no ar
A voz rasgando as mordaças
Esquecer jamais
Sempre relembrar

Foram anos tão longos
E os poucos que restaram
Contaram-nos histórias
Heroicas, suicidas
Mil vidas eu morri
Amigos que perdi
São marcas na minha memória
Manchas não dão pra apagar
Mesmo com dor e sem glória
A noite passou e amanhecerá
ESQUECER JAMAIS
SEMPRE RELEMBRAR

Iara Iavelberg

Em 11 de junho de 2006, mais de 30 anos após sua morte, os remanescentes ósseos de Iara Iavelberg, judia, foram finalmente transferidos da ala dos suicidas para serem enterrados com honras religiosas, após uma cerimônia celebrada pelo rabino Henri Sobel, no Cemitério do Butantã, em São Paulo/SP.

Como se pode ver no filme “Em busca de Iara”, lançado em 2014, por sua sobrinha, Mariana Pamplona, Iara era uma jovem alegre, cheia de ideais e que tinha partido para a Bahia em 1971 justamente para preservar sua vida e realizar o sonho de ser mãe. Contudo, ela e seu então companheiro, Lamarca, foram caçados e vitimados pela Operação Pajuçara das forças repressoras.

O casal, que precisava se esconder em cidades diferentes na Bahia, fazia planos de se encontrar e viver juntos, mas isto nunca aconteceu. Iara foi morta em 20 de agosto, sendo que sua morte permaneceu em sigilo. A notícia foi dada somente depois da morte de Lamarca, em 17 de setembro.

A morte de Lamarca foi imediatamente admitida (e comemorada) pela ditadura militar, mas a de Iara permaneceu até 2006 com a versão de que teria se suicidado durante o cerco que sofreu em um apartamento em Salvador/BA.

Como de costume na cultura judaica, a versão dos fatos levou Iara a ser enterrada na área dos suicidas do cemitério, o que fez com que a família Iavelberg, além da dor de ter que assimilar a perda da filha querida, tivesse que conviver com o terrível fato de vê-la sepultada desse modo a partir de uma versão absolutamente inverossímil. Em setembro de 2003, conseguiram realizar a exumação de Iara para perícia do corpo. O exame concluiu que não era possível assegurar que se tratava de suicídio. A CEMDP, ainda na década de 1990, quando da apreciação do requerimento dos Iavelberg, já havia levantado a possibilidade de o episódio não ter se tratado de suicídio, a partir do que havia sido possível apurar por relatos de testemunhas.

Finalmente, em 11 de junho de 2006, a família de Iara, apoiada pelo corajoso rabino Sobel, pôde dar a ela um sepultamento digno de sua religião e de sua história.

– Iara Iavelberg, presente!

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Fonte: Relatório Final da Comissão Nacional da Verdade, Vol. III, págs. 695/700.

David Eduardo Chab Tarab Baabour

Em 10 de junho de 1976, o jovem David, que tinha prestado o Serviço Militar, foi sequestrado em sua casa, na Argentina, por militares disfarçados de civis, e nunca mais foi visto.

David nasceu na Argentina, filho de pai cubano e mãe brasileira. Ele não fazia nenhuma militância política. Era apenas um estudante de arquitetura que, em março de 1975, aos 21 anos, alistou-se no serviço militar. Pouco tempo depois, foi incorporado como soldado conscrito no Hospital Militar Central Cosme Argerich (HMC). Mas foi exatamente isso que selou o seu fim.

Assim como outros jovens soldados bem comportados, tornou-se assistente do coronel Hilario David Sagasti. Sagasti era chefe da “Agrupación de Tropas” do HMC, o qual, nos anos de 1976 e 1977, funcionou como um dos centros clandestinos de detenção utilizados pela repressão argentina. Eram enviados para lá alguns detentos feridos, mas principalmente detentas grávidas. Ali, os partos eram feitos clandestinamente e procedia-se ao sequestro das crianças, a supressão da sua identidade e a entrega das mesmas a famílias de militares. Em muitos casos, os “pais adotivos” foram partícipes dos assassinatos dos pais e mães das crianças.

Em sua formatura de um ano no Serviço, David foi subitamente informado – verbalmente – de sua baixa. Estava dispensado. Duas semanas depois, no dia 10 de junho, por volta das 10 horas, três jovens vestidos como civis, mas de cabelo bem curto, se apresentaram como colegas de David na portaria do prédio onde ele morava com sua família, mas, justamente naquele momento, ele estava sozinho.

Os jovens foram autorizados a subir e, uma hora depois, saíram do apartamento carregando David nos ombros, com sinais evidentes de espancamento, cena que foi testemunhada apenas pelo porteiro do edifício. Ao voltarem para casa, seus pais foram informados do que tinha acontecido. Encontraram o quarto do filho bagunçado e com as gavetas do armário e do escritório jogadas pelo chão, o que evidenciava que os indivíduos que entraram no apartamento estavam à procura de alguma coisa. Além disso, alguns pertences de David haviam desaparecido.

Naquele mesmo dia, seu pai, Jacobo Chab Tarab, fez a denúncia do sequestro aos órgãos policiais, atitude que a família repetiu dezenas de vezes, além de interpor vários ‘habeas corpus’. Mas apesar de todos os esforços, nunca obtiveram respostas das autoridades militares. David Eduardo permanece desaparecido, assim como quatro outros soldados que trabalharam no HMC naquele período, na mesma função de assistente do Coronel Sagasti.

Sabe-se muito pouco sobre esse coronel, Hilario David Sagasti, apenas que ocupava a função mencionada acima e que, pelo menos 05 (cinco) de seus assistentes, desapareceram, entre eles, David Eduardo. De acordo com o jornal virtual argentino, Página 12, Sagasti morreu em 28 de janeiro de 1987. Ao que parece, seus assistentes devem ter presenciado fatos gravíssimos no HMC e por isso não poderiam permanecer vivos. Ele, típico seguidor da doutrina das forças repressoras – de não dar nenhum valor às vidas humanas que possam ser óbice ao seu projeto de poder – tratou esses jovens integrantes do Serviço Militar como um material descartável.

O Estado argentino reconheceu sua responsabilidade no desaparecimento de David Eduardo e, como homenagem, teve seu nome inscrito no monumento do Parque da Memória, na capital argentina, em Buenos Aires.

– David Eduardo Baabur, presente!

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Fontes: Relatório Final da Comissão Nacional da Verdade, Vol. III, págs. 1.855 a 1.857; e http://www.pagina12.com.ar/2000/00-02/00-02-25/contrata.htm.
* A foto que aparece nesta postagem foi extraída da página do Facebook “Ex-conscriptos del Hospital Militar Central Compañia Comando y Servicio”. É ilustrativa. Não se sabe se David está entre eles. No Relatório da CNV e em outros documentos relativos ao caso que consultamos, não há fotos de David.

Cabeças Cortadas do Povo da Mata

Esse foi o título da matéria publicada pelo jornal de resistência à ditadura, “Movimento”, em 09 de junho de 1979.

O Jornal Movimento foi criado por um grupo de profissionais saídos do jornal “Opinião” liderado por Raimundo Rodrigues Pereira e tinha a proposta de ser “um jornal de jornalistas”, sem um empresário na direção. Teve como colaboradores nomes como Perseu Abramo, Chico Buarque, Moniz Bandeira e Bernardo Kucinski,

De fato, apesar de seus milhares de artigos e ilustrações censurados, o semanário contribuiu para jogar um pouco de luz sobre os terríveis crimes da ditadura. Além de cobrir as greves do ABC, os problemas urbanos e o surgimento de novos movimento populares, publicou relatos como o que segue abaixo:

“Vi cortar a cabeça do Osvaldão. O sargento pegou a faca, lubrificou a faca e disse: É bandido, tu agora não mia mais (…). Aí pegou a faca, pegou a cabeça dele, botou um pau em baixo e foi cortando, cortando, cortando. Eu não tive coragem de olhar até ele terminar. Na hora que ele cortava eu não aguentei e afastei.” Esse testemunho em detalhes foi publicado no semanário Movimento (9/7/79), na entrevista “Cabeças cortadas do povo da mata” e o nome da testemunha (um guia do Exército) foi omitido.

Osvaldão era considerado um guerreiro invencível na região da guerrilha do Araguaia. Teve sua cabeça decepada e exposta em púbico para servir de exemplo e acabar de vez com o mito.

Esse era o tipo de conduta adotada pela repressão política contra os militantes da guerrilha do Araguaia. Esses agentes criminosos jamais foram responsabilizados, mas, ao contrário, receberam a mais alta homenagem das Forças Armadas, a Medalha do Pacificador com Palma.

– Osvaldão, presente!

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Fontes: https://www.jornalfolhapopular.net.br/osvaldao-foi-morto-e-decaptado/; http://memorialdademocracia.com.br/card/nasce-movimento-um-jornal-sem-patroes.

Adesões de Instituições

Associação Cultural José Martí da Baixada Santista
CAAF-UNIFESP
Centro Cultural Manoel Lisboa-PE
Coletivo Aparecidos Políticos
Coletivo Feminista Lugar de Mulher é Onde Ela Quiser e Núcleo de Ação pela Reforma Agrária
Familiares de Desaparecidos Políticos
Instituto Memória e Direitos Humanos da UFSC (IMDH-UFSC)
Linhas de Sampa
NCST/SP
Núcleo de Preservação da Memória Política
Revista Fórum

Adesões individuais

Adalberto Luiz Andres
Adolpho Henrique Mayer Neto
Alexandre Petrolino Neto
Aline Feitoza de Oliveira
Alison Junior Ghedin
Ana Cláudia Rodrigues Bezerra
Ana Laura Prates Pacheco
Ana Lúcia S. de Moraes
Anderson Alves Esteves
Andrea Figueiredo de Oliveira
Antônio Idevano dos Santos
Antônio Morais
Antônio Valverde
Barbara Mesquita
Bucka Dantas
Carlos Leopoldo Martins Prates
Carmen Lucia Ribeiro de Siqueira Menezes Sampaio
Carmen Silvia Pagotto
Carolina Memran
Cássia Helena J. Barbosa
César Orte Novelli Rodrigues
Clara Davidovich
Clarice Coppetti
Claudia
Cleo Regina Todaro Santos de Miranda
Creuza Dias
Daniel
Edelweiss Herrmann
Edival Nunes Cajá
Edy Faria Barbosa de Almeida
Eduardo A. Izumino
Elcio Fonseca
Eleandro Pedroso de Lima
Eliete Ferrer
Eliete Rosa Toledo
Elise
Erika Silva
Eugênia Augusta Gonzaga
Fábio Nóvoa
Fabricia Pereira Cavalcanti Silva
Fátima Fernandes
Francisco Manoel Souz
Gabriel Lopo
Geraldo de Majella
Gesiel Lino
Gilson Paz de Oliveira
Glória da Assunção Pordeus Campos
Gregorio Gomes da Silva
Hans Wolfglanc Lisboa
Ignezparis@yahoo.fr
Jairson de Lima
Juliana Nagahama
Julio Cezar Pereira Marques
Leda Lima Leonel
Ligia
Lisiane Fonseca
Loidiane Teles da Silva
Lorena Moroni Girão Barroso
Lourdes Araújo
Luciana Gabardo dos Santos
Luis Galeão
Luis Nassif
Macedônia Bezerra Felix
Madalena Guilhon
Marcelo Tupinambá Leandro
Maria Aparecida Trazzi Vernucci da Silva
Maria Fernanda Terra
Maria Helena Soares de Souza
Maria Regina Namura
Mariana de Aguirre Nassif
Mariana Rafaele Fernandes
Marília Ferreira Bicalho
Marília Oliveira Calazans
Marta Heloisa de Nazareth Costa
Maurice Politi
Miriam S. Rosenfeld
Natércia
Olga Lustosa
paubaumma@yahoo.com.br
Paula Franco
Paulo Cesar Moraes
Paulo Maria Ferreira de Araújo
Priscila Farripas
Raquel Budow
Regina Elza Solitrenick
Regina Marques Magalhães
Reiko Miura
Rosana Nubia Sorbille
Rosangela Meger
Stelio Marras
Tânia Aparecida Luiz
Tania Pacheco
Terezinha Aparecida de Vasconcelos
Vanda Fiorani